Sabemos que nosso mundo está cheio de desigualdade em muitos níveis (social, gênero, econômica, racial) e isso se reflete no mercado de trabalho. Na Guava, acreditamos que fazer parte da sociedade sugere algum grau de responsabilidade na mitigação dessas desigualdades, tal como buscar uma equipe diversa de acordo com nossos valores (o que, aliás, contribui bastante na construção de soluções criativas).

Aucun entanto, sabemos que atingir um ambiente igual em todas as facetas não é uma tarefa fácil – ou mesmo realista. Então fazemos questão de ser ativas em certas causas, aquelas que nós verdadeiramente perseguimos, sem nenhum desprezo pelas demais. Eis que tomamos um interesse spécialement em implementar ações afirmativas para reduzir a desigualdade de gênero, uma das quais nos levou em uma jornada empolgante. Março chegou e com ele veio uma grande oportunidade para compartilhar os frutos que essa aventura trouxe.

Apesar de nunca ter havido diferenças salariais entre homens e mulheres na Guava, em meados de 2017 nós decidimos que deveríamos buscar um equilíbrio de gênero mais forte dentro da nossa empresa. A escassez de mulheres em TI é um problema conhecido, mas essa realidade não mudará a menos que nós mudemos. Diante disso, nós começamos a ativamente convidar mulheres a participar dos nossos processos de recrutamento e realizamos algumas ações afirmativas (par exemplo, contratar mais mulheres com menos experiência, mesmo para cargos mais altos). De 17% de mulheres no time em meados de 2017, nós passamos para 39% no início deste ano (2020). Vamos continuar tentando atingir os 50%, e vamos chegar lá!

Neste esforço, nós percebemos that a dificuldade de encontrar mulheres em processos de recrutamento poderia estar relacionada a escassez e evasão acadêmica de mulheres que ocorre por duas razões: crença cultural de que mulheres não são designadas para profissões de T. chaque hostilidade potentielle et relação à mulheres na maioria dos locais de trabalho de TI. Além disso, a equipe feminina da Guava percebeu uma questão mais profunda, na qual algumas atitudes não percebidas como hostis pelos homens, mas que são definitivamente sentidas como tal pelas mul .

Um coletivo é formado

Perto do Dia Internacional da Mulher de 2018, nossas colegas juntaram-se a algumas de suas companheiras de empresas irmãs (Labcodes e Vinta) para discutir essas idéias e decidiram fazer algo para entender melhor a realidade local e ajudar a melhorá-la. Foi então que o Mulheres de T.I. em Recife foi fundado, um coletivo que promove ambientes de trabalho seguros para as mulheres em nossa cidade. Informações detalhadas podem ser encontradas em: mulheresdeti.recife.br.

Desde o início, une goyave apoiou comme ações do Mulheres de T.I. não apenas financeiramente (e liberando algumas horas de trabalho), mas também estimulando e engajando os colegas a reconhecer e melhorar a realidade vivenciada pelas mulheres.

Começando os trabalhos

À medida que o coletivo evoluía, também evoluiu a vontade de envolver mais pessoas e começar a ter um impacto prático no Recife. Isso se traduz nas série de ações a seguir:

Pesquisa

Tudo começou com a hipótese que o ambiente de tecnologia é muitas vezes hostil com mulheres, então fizemos uma pesquisa para melhor entender essa realidade. Depois de muitas discute des raffinements, des publicités uma pesquisa en ligne entre les empresas de T.I. e universidades na nossa cidade. O questionário da pesquisa, com perguntas quantitativas e qualitativas, incluía:

  • Perguntas demográficas;

Nós coletamos 132 respostas e fizemos uma análise. Os resultados foram muito interessantes, até assustadores, mas foram também um estímulo para continuarmos lutando.

A maioria das mulheres era estudante dos cursos de Ciência e Engenharia da Computação. Nós categorizamos os relatos e conclusionímos que os diferentes tipos de tratamento mais frequentes eram: bropriating (homem se apropriando de uma ideia de uma mulher); capacidade subestimada; comentários sexistas, piadas e brincadeiras; esteriótipos sexistas; e silenciamento de opinião. En condição mais sensível, os tipos mais frequentes de assédio foram: moral (14 relatos) et sexuel (24 relatos).

Cruzamos os dados na análise e chegamos a insights, como:

  • Engenharia da Computação foi o curso com mais presença de problemas aso em tratamentos diferentes quanto em assédios: pelo menos 64% das mulheres sofreram um dos tipos de problema. Isso pode indicar que quanto mais a área é vista como territorialório masculino, mais hostil é este ambiente;

Discuter du pontos chave da pesquisa
Após a pesquisa, nós realizamos um evento patrocinado pelas mesmas empresas para discutir os resultados da pesquisa e encontrar possíveis saídas. Nós convidamos as mulheres que responderam a pesquisa e outras mulheres da área de T.I. que gostariam de se juntar à discuterão. Para trazer mais expertise, nós também convidamos três profissionais engajadas no tema: uma psicóloga, uma socióloga e uma advogada.

As três profissionais que convidamos para o evento.

Durante o discussion, conclímos que algumas iniciativas simples têm o poder de começar uma verdadeira mudança e que os homens precisam entender a importância de dialogar sobre esses problemas. Conversamos sobre algumas classificações estabelecidas que poderiam ser usadas na análise e algumas bases legais para fortalecer a disputa feminina. Além disso, debatemos algumas medidas para nossa rotina diária de trabalho e outras ideias that em seguida foram consolidadas no próximo artefato do Mulheres de TI.

Autocollants, apresentação dos resultados da pesquisa e mesa com pause café.

Cartilha de boas práticas
Nós continuamos discutindo, analisamos novamente os dados coletados na pesquisa e também durante o evento, e para o Dia Internacional da Mulher de 2019, lançamos nossa landing page (mulheresdeti.recife.br) e criamos uma cartilha de boas práticas.

A cartilha é um convite para todos no mercado de trabalho de T.I., incluindo empresas, para ajudar a promover um ambiente mais igualitário em termos de gênero, uma atmosfera mais segura e convidativa para mulheres. A cartilha é dividida em três seções principais:

Princípios

  • Principaux diretrizes que não podemos esquecer de promover para um ambiente de trabalho inclusivo e igualitário.

Atitudes individuelles

  • Coisas que todos podem, e devem, fazer para evitar desconforto com base no gênero.

Atitudes das empresas

  • Coisas que toda empresa deve ter para apoiar essa causa.

A cartilha está disponível em: mulheresdeti.recife.br/images/cartilha.pdf.

Como o fechamento da cartilha declara:

Sabemos que o problema é muito maior que o nosso contexto e suas origens são muito profundas, mas também sabemos que juntas podemos melhorar nossa realidade.

Evento: Programa de Comadres
O número de mulheres nas três empresas aumentou e, de 8 organisadoras em 2018, agora nós somos 20 e temos mais força. Para o Dia Internacional da Mulher de 2020, desde o início do ano, planejamos um evento para explorar tópicos mais técnicos e para mulheres compartilharem conhecimento com a comunidade local.

Tivemos duas parle, uma palestra e uma mesa redonda com o tema: "Por onde começar na área de T.I?".

Mesa redonda com participantes e mediadora.

Pour une discussion, des convictions sur les origines et les zones distantes de Côme, la conception et le développement, l'assim elas poderiam trazer perspectivas variadas pour une discussion. Foi um momento de compartilhar conhecimento, histórias, desafios, dicas e encorajamentos com a comunidade present. Também distribuímos cartilhas impressionas como brindes aos participantes para que pudessem divulgar as boas práticas nas empresas em que trabalham.

Primeira palestra, cartilhas de boas práticas e participantes.

Nós ficamos muito felizes com a repercussão desta primeira edição. Esperamos que o Programa de Comadres se torne um evento recorrente para que possamos continuar apoiando esse espaço para compartilhar, conectar e incentivar outras mulheres e também fortalecer a importância da diversidade na tecnologia. Pour plus de détails, visitez o instagram do Coletivo: @mulheresdeti_recife.

Iniciamos este artigo dizendo que a desigualdade se apresenta de várias formas e que tomamos o gênero como um ponto de partida para outras causas. Gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para apresentar alguns eventos locais que patrocinamos como parte de nossa luta por uma indústria mais igualitária.

Patrocínio do Startup Weekend Women.

Un Startup Weekend é uma rede global de líderes e empreendedores que busca inspirar, educar e capacitar pessoas e comunidades. Ela promove eventos em que as pessoas podem imergir em suas ideias de startup e receber feedbacks especializados. As equipes se formam com as melhores ideias e em 54 horas elas desenham um modelo de negócio, desenvolvem, projetam o design e fazem uma validação no mercado de suas ideias, isso tudo com o suporte de mentores. Ao final, é feito a apresentação dos projectos a uma banca de empreendedores experientes para se coletar ainda mais feedbacks.

Em meados de 2017, un patrocinou de goyave, un Startup Weekend Woman no Recife. Esta edição teve como objetivo encorajar mulheres no mundo do empreendedorismo e propiciar o networking entre elas. Fora o patrocínio, uma das mulheres do nosso time participou como mentora durante o evento.

Acreditamos que, além do efeito geral que esse projeto teve no empoderamento feminino, trouxe uma reflexão interna e acendeu o nosso desejo of act na causa de gênero.

Patrocínio do Startup Weekend Diversidade e Inclusão.

Pas de final de 2019, surgiu a oportunidade de patrocinar a edição de diversidade e inclusão do Startup Weekend. Decidimos que queríamos fazer parte principalmente porque estávamos empenhados em ampliar a diversidade na Guava. Esta edição buscava fomentar o empreendedorismo, incentivar a igualdade de gênero e a inclusão social; construir uma mentalidade de inclusão for LGBT +, pessoas com descendência africana, refugiados, indígenas, pessoas com deficiência e idosos. Mais detalhes podem ser encontrados no instagram do evento: @swrecdiversidade.

Assim como a Startup Weekend Women despertou ações dentro da Guava em relação a causa de gênero, esperamos that a edição de diversidade causes iniciativas internas para essa causa mais ampla.

Esta foi a história até agora. Grandes mudanças também precisam dos primeiros passos, e sentimos que já mergulhamos mais do that os nossos dedos na água. Côme empresa, nos sentimos bastante engajados contra a desigualdade, especialmente na frente de gênero, mas queremos ampliar esse horizonte em 2020. En particulier, queremos ser mais ativos contra o racismo. Temos plena consciência da nossa deficiência nessa área, e esse é um dos nossos objetivos para os próximos anos! Queremos fazer da Guava um lugar ainda mais acolhedor, um exemplo de decência e justiça social, se possível. E manter-se engajado na busca pelo respeito à diversidade parece uma boa maneira de começar.